Atualização
Foi assim: eu fiquei com preguiça de escrever sobre a parte da viagem em Brasília e no Rio de Janeiro. Depois começou a chegar mais o que fazer, e eu me sentindo compromissado com isso de acabar a narrativa da viagem. E aí que deu preguiça, sem falar que eu até me esqueci de unms pedaços. Mentira, eu me lembro de tudo, mas estou com preguiça de dizer como foi ver a abertura dos Jogos Panamericanos dali da tribuna para os lacaios da tribuna de honra, apenas 6 fileiras abaixo do Presidente de La República Sereníssima. Eu vi, com fogos e vaias, tudo. E foi legal, pagou o estresse que o Rio estava me causando. Mais informações, liguem pra minha casa, vocês têm meu telefone. E se não têm, escrevam-me um email.
Depois teve que a viagem de estudos da turma do Rio Branco funcionou, e nós fomos a Angra dos Reis, São josé dos Campos e Foz do Iguaçu. E eu, em vez de comprar eletrônicos (pagando imposto sobre o excedente, minha coleguinha que comprou um laptop fez isso), muambei apenas 6 garrafas de malbec argentino e duas caixas de alfajor (que já acabaram). Aí que num pedaço dos compromissos eu fugi com três colegas e a gente foi pra Argentina ver o lado de lá das cataratas e encher o bucho de bife de chorizo e Quilmes.
Aí que na quarta feira ficou pra eu dar uma aula de James Joyce no Rio Branco, porque eu sou o monitor (vulgo "samambaia", que senta do lado do professor pra enfeitar a aula - mas eu sou uma samambaia falante) de Literatura Inglesa. E eu estou lendo e grifando a epifania e esquadrinhando a narrativa pra contar pros coleguinhas how does he do it!?!?!?! mas não adianta imitar. Mais um motivo pra me atrasar.
Ando lendo isso: "Como agua para chocolate", de Laura Esquivel e "Words without borders", uma coletânea de autores de tudo que é lugar e que tem site legal com o mesmo nome. Ando lendo um livro de História da República Dominicana, por causa de outros dois livros que quero ler, que tem a ver com o governo de Rafael Trujillo. E ando lendo um livro sobre política populista na Argentina. E mais um sobre Política Lingüística, e ando tentando escrever alguma coisa.
Desisti da Arrogance Française, que é um saco de escola. E agora estou torcendo pro francês virar uma língua morta. E continuo aí, casado, contente, com duas gatas, perdendo peso de dois em dois quilos por mês em mês, com preguiça de sair da cama pra ir ao Rio Branco, algumas questões existenciais e viciado em chocolate de soja.
Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 13h47
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