Esses dias foram dias de Maria
Dia de Maria ir embora. Último dia de Maria Teresa Conti Vieira, e já disse o tchau antes de ela entrar no avião. Essa parte que vem antes de aviões é a parte que eu mais detesto na minha vida nova. É sempre um "tchau, até um um dia indeterminado, se". Uma incoveniência.
Foram dias fantásticos. Ela chegou, e agente comeu comida mexicana, e depois ela foi cochilar, para estar linda-loura-alta-japonesa para a estréia do Sabatrash, nosso programa de filmes toscos que acontecerá de vez em quando. Dessa vez, chamamos amigos que apreciam a cultura ruim e engraçada pra assistir a "Pink Flamingos", the filthiest film on earth. Não é pra gostar desse filme, mas é preciso vê-lo para ter uma existência cinéfila completa. Quem não viu, não pode supor que entende uma linha sequer do mundo cinematográfico...
No dia seguinte, acordamos tarde e eu fui buscar coisas de padaria gostosas para um café-da-manhã-almoço. E disso fomos à Torre de TV. Só que eu deixei o celular pra trás, e precisei voltar no meio do caminho. nisso, o carlso descobriu que quem estava com a chave era ele. E foi atrás de mim. Só que eu fui atrás dele. passei a tarde sozinho. Acontece. Subimos na Torre na hora do pôr-do-sol, e de lá fomos à Parade Macabre, vulgarmente conhecida como Parada do Orgulho Gay de Brasília.
À noite, saladão. Que a Teresa e o Carlos empurraram com uma pizza.
Dia seguinte, eu a apresentei pra minha chefe aqui na Divisão, e levei-a à FUNAG, pra ela comprar os livros pra vir morar em Brasília e ficar sempre que possível por perto. O chato é esse sempre que possível: um dia eu devo ser enfiado no Uzbequistão, e não vou ficar é perto de ninguém.
O Carlos levou ela pra cima e pra baixo. Entrou no Congresso e em mais sei lá quantos prédios públicos. Ela esqueceu a máquina de fotos no dia do Itamaraty, coitada... E mandou postais de monte pros amigos a quienes les gusta mucho El Poder.
O almoço de despedida foi no Cedro do Líbano. E aí eu dei tchau e fiquei triste.
Decidimos adotar a Teresa, tipos filha mesmo. A gente adora dar vinho pra ela, e ela adora beber vinho. Além disso, ela gosta das gatinhas. E meus amigos acharam que ela é uma gatona. E mais que tudo, quando ela vai, faz uma falta danada...
Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 15h17
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