O que eu conseguir em cinco minutos
Hora marcada para estudar para a Prova Mais Difícil do Mundo... Ontem descobri coisas insuspeitadas por mim sobre a elite brasileira e sonhei que D. Pedro II tinha me deixado dormir um pouco mais, e assim perdi hora. Pelo menos ele me deu um título de nobreza, não me lembro qual, espero que não tenha sido o de Marquês de Rabicó. Aí demorei para perceber que eu não havia dormido na minha casa, mas na da Carol, no centro da cidade. E ontem passei o dia lá, sozinho e estudando. Tinha saudades de morar no Centro. Qualquer cidade vale mais a pena quando você mora no Centro. Não significa que eu ficaria contente com a idéia de apodrecer aqui em Campinas se eu tivesse um apartamento vizinho ao da Carol, fique claro. Mas que é menos insuportável, pelo menos, é. Descobri esses dias que se você quer fazer maldade com os outros a ciência para isso é a Economia. Depois descobrio que o desconhecido-até-minha-professora-mandar-eu-ler-sobre-ele Aby Warburg tinha dificuldade em escrever porque ele queria ter o público de um pregador e a densidade analítica do melhor escolástico. Ele acabou ficando com o segundo e publicou pouco. Eu achava que era só comigo esse pavor de publicar & arriscar que os outros descubram que você não sabe nada, que você é uma farsa... Eu odeio reggae, mas chega essa época do ano e todo lugar toca. Mesmo em Campinas, a aquilômetros e quilômetros da primeira praia. Imagino que deva tocar reggae no verão até na Sibéria. Aliás, eu queria passar o Natal do ano que evm em Moscou mas li que fez -37 graus lá ontem. Era pra ter feito, não sei se fez... Credo.
Cinco minutos. Também é um livro do josé de Alencar. Chato, por sinal.
Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 09h04
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Mais oisas
Saga do primeiro post do ano
Eu vou ser dramático. Estou estudando para A Prova Mais Difícil do Mundo, o que não me deixa muito tempo para mais nada. Mesmo assim, tentei escrever um texto sobre arquitetura que falava da música Cidade Ideal, dentro de Os Saltimbancos, do Chico Buarque e falava do amor que temos eu e - muito mais importante do que eu - o historiador Jacques LeGoff. Aliás, ele tem esse livro que é um entrevistão chamado Por amor às cidades, que vale a pena. Muito mais a pena que meu projeto de texto idiota, que acabou indo para o lixo. O mal é que eu “blogo” antes de estar diante do micro, quando estou no ônibus.Penso em textos lindos e maravilhosos e comoventes para agradar o coitado do meu público (eu olho o counter, tá?). Eles são ótimos em teoria, mas na prática, na hora de sentar na frente do micro e spit out... nada. Fica uma bosta ou sei lá. Enfim. Eu tentei. Eu falei sobre algumas cidades, tipo Paraty, Rio e São Paulo e Beagá. Mas como eu não quis salvar as alterações em Documento 1, não vou poder mais reproduzir.
Já que é primeiro post do ano...
Feliz ano novo a todos. Eu gosto muito da tal da Confraternização Universal (aliás, ainda estou para entender esse nome... é só o óbvio?). O meu foi ótimo: passei-o num barco na costa da Tailândia, comendo petiscos temperados e comidinhas com leite de coco. Mentira. mas foi especial, sim, a seu modo. Não conto como, morram de curiosidade.
Primeiros filmes do ano
O ano começou com Machuca. E tenho que dizer que adoro cinema Latino-Americano e fico pensando: por que os cineastas brasileiros não CONTAM HISTÓRIAS de forma interessante e sem a preocupação com o “ó mãe, como eu filmo bonito?” Como se perguntou Suzana Amaral em conversa com Bernardet que eu não presenciei, mas que me foi contada a mim e a milhares de leitores em uma revista de cinema por ele: “pra quê tanta beleza?!”. De fato. O cinema brasileiro não produz filmes médios (ainda que Machuca esteja acima do nível médio, mas veja o exemplo de Nove Rainhas, O Filho da Noiva, Não conte a ninguém, Nicotina, E sua mãe também, etc.). Tudo aqui é a Grande Obra, é aquela obrigação com o “deixa eu pôr um plano significativo semioticamente com o que está acontecendo na gravidade da internitude do personagem e na alma da humanidade em processo de desumanização numa ex-colônia tropical”. Depois o meio cOOlt fica todo arrepiado porque um filme como Dois Filhos de Francisco ameaça ganhar o Oscar (e sabe, eu queria mesmo é que ganhasse, só pra foder mesmo).
Enfim, Machuca foi o primeiro no dia primeiro. O segundo, também no dia primeiro, foi Tempero da Vida. Lindo, muito sensível e com um personagem para que nerds românticos como eu se reconheçam... Aliás, senhoras e senhores, eu vou deixar de ser cabeludo e cortar o cabelo que nem o do astrônomo desse filme quando adulto. Teve o terceiro, que foi Labirinto, aquele com o Bowie. E ficou claro para mim que filmes com menos efeitos especiais e mais esforços da direção de arte são muito mais interessantes que essas bobagens em que o astro é o computador. Aliás, as pessoas que vão ver um filme por causa dos efeitos especiais deveriam reparar em sua própria jacuzice e morrer de vergonha. Ah, tenha dó! Ainda tem quem se espante com o que um computador consegue fazer? Olha, computador faz tudo, a gente já sabe, grande coisa. Em tempo, detestei o quarto Harry Potter. Odeio essa sucessão à MTV de planos ultravelozes no esquema “mostra rapidinho pra eles não verem que é tosco”. E a cena do dragão indo atrás do Harry é INSUPORTÁVEL, interminável. Além de jacu no seu abuso do computador. Os cineastas de diretores de arte deveriam tomar vergonha e voltar a trabalhar.
Agora eu volto pro estudo pra Prova...
Escrito por Hugo Lorenzetti Neto às 21h59
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